PROJETO AQUELA FIC: HISTÓRIAS QUE ESTOU LENDO PART. 1


Uma das minhas propostas aqui no blog é trazer algumas histórias que vocês só podem encontrar nas internets da vida, fanfics e afins, porque acho que vale muito a pena darmos um apoio moral para essa galera que podem ser os grandes escritores do amanhã, porque escritores todos já somos e não adianta discutir!

Recentemente entrei em um projeto promovido pela equipe do Aquela Fic, que basicamente consiste em um grupo de autoras/leitoras, semanalmente uma história do grupo é sorteada e todas temos a missão de comentar e divulgar a história da semana. É um projeto que tem me dado a oportunidade de conhecer histórias dos mais variados temas e gêneros, também podendo conhecer suas respectivas autoras. Eu não sou uma pessoa muito sortuda, mas incrivelmente fui a primeira sorteada do projeto e nem tenho que dizer o quanto fiquei feliz. 

Você se pergunta: Ok, Gabriela. Mas o que você quer dizer com toda essa enrolação? Bom, eu normalmente falo sobre as histórias em posts separados, cada uma com o seu, mas dessa vez, como as histórias foram se acumulando, vou fazer uma listona com as já sorteadas e falar o que estou achando de cada uma, porque a lerdeza aqui é tanta que o atraso não está só nos posts não. 

MY SEXY STEPFATHER – por Karol Melgaço
Uma história com um tema que ainda causa certa polêmica entre as pessoas, mas não estou aqui para discutir sobre o assunto. Para mim foi uma surpresa ler essa história, justamente pelo tema, não é algo que eu leria sem um empurrãozinho e vou admitir que até que gostei da experiência nova. Talvez você odeie um pouco a personagem principalmente a primeira vista, mas nada que você não possa superar mais tarde, ou compensar se divertindo com o jeito meio louco da sua melhor amiga.

Sinopse: As pessoas costumavam dizer que "o perigo morava logo ao lado" mas dessa vez esqueceram de me avisar que ele morava não ao lado, e sim sob o mesmo teto que eu, e claro, também esqueceram de um detalhe importante: este era um perigo BEM atraente e um tanto quanto... Proibido? Afinal, ele era nada mais nada menos que o namorado da minha mãe.

THE PHOENIX – por Emmy Angel
The Phoenix sem dúvida se tornou uma das minhas histórias fav, cheia de ação, personagens com personalidades fortes e marcantes, alguns apaixonantes, outros para você sofrer cada vez que lê o nome (altos sofrimentos da minha parte), as cenas de ação são simplesmente espetaculares. The Phoenix trata sobre espionagem, então ação é algo que não vai faltar, muito tiro, porrada e bomba, meio que literalmente.

Sinopse: Nunca foi bom ter a The Phoenix atrás de você, especialmente depois de ter planejado o golpe responsável por levar o lugar à maior crise já enfrentada. Claro que depois de um ano, esperava que tivessem me esquecido, tinha esperanças disso.
Uma pena estar enganada.

OUR WORLD COLLIDE – por Maraíza Santos
Criativa é algo que pode claramente descrever a ideia dessa história, apesar dela pegar emprestado o universo paralelo de uma outra história, não estou aqui para diminuir todo o seu esplendor. Em um universo alternativo, as pessoas recebem um relógio onde marca a data e horas exata em que você vai encontrar o amor da sua vida, ao menos teoricamente, isso é algo tão forte e implícito na sociedade daquele lugar, que ninguém ousa ir contra o relógio, com medo das consequências, que ninguém na verdade sabe direito quais são. É uma história sobre desigualdade e querer construir o próprio futuro.

Sinopse: No mundo onde as garotas esperam pacientemente pelo seu destinado depois que recebem seu prazo ao 21 anos, Lydia Blackwell está ocupada demais tentando pôr a vida em ordem. Contas para pagar, uma mãe doente e um chefe que a enche de coisas para fazer. Definitivamente esperar por um destinado não era uma opção. Os problemas sempre pareceram rodeá-la - se manter na Ala O nunca foi tão complicado, porém quando o relógio vibra ela percebe que sua vida está apenas começando.

BIKO – por Cel Rodrigues
Para quem gosta de uma história com médicos, Biko por ser uma boa escolha. Nela conhecemos a história de Olivia, que após ver perder o melhor amigo para sua namorada ciumenta (ok, chama-la de ciumenta é quase elogio, mas vamos manter a classe haha), a mesma decide sair de vez da vida do melhor amigo, principalmente quando se dá conta de que está apaixonada pelo rapaz. A história passa por uma reviravolta monstruosa, que eu sei que muitos pensaram “ah, bem feito!”, mas vamos tentar manter nossos corações puros e sentir um pouco de pena.

Sinopse: Uma oncologista recebe uma paciente nova, só não imaginava que essa pessoa fez parte de sua adolescência infernizando-lhe sempre que podia. E junto com essa nova paciente vem uma doença. Um reencontro com um antigo melhor amigo, da qual ela sempre foi apaixonada, só demorou pra perceber isso. Será que a médica conseguirá voltar o elo com o melhor amigo, mesmo tendo o abandonado? E mais, o ajudará a passar pelos péssimos momentos que entrará em sua vida a partir da consulta da paciente? E se ele tiver uma filha, como será tudo? Biko, toughen up!

EUNICE – por Laura Miranda
Essa era uma história que eu já conhecia antes mesmo de entrar para o projeto, da qual eu já era bem fã. Uma das melhores coisas nela é o fato da história se passar durante as férias (quem não gosta de férias?!), quando Eunice resolve ir visitar sua tia que mora na Grécia, tem coisa mais deliciosa do que passar as férias de boa em uma ilha na Grécia? A história ainda está só no começo, mas faço as minhas apostas que vai ser uma história de viagem de autodescoberta.

Sinopse: Visto de longe, Eunice tinha a vida perfeita. Bem humorada, bom poder aquisitivo, um namorado lindo, uma família perfeita e todo o mais que configuraram o sonho de qualquer adolescente. Porém, só quem a conhecia de verdade sabia que seu mundo caia aos pedaços. Com os pais em uma guerra civil declarada, a mãe desempregada, o pai perdendo a campanha eleitoral, problemas de auto estima e um término, ela não suportava mais o destino que lhe havia sido entregue. E tinha a droga do próprio nome que ela odiava. De longe, era o que mais a irritava.
Sempre presa nas mesmas escolhas, nas mesmas acomodações, na mesma vida, não via pontos positivos em ser ela mesma. Quando sua tia há muito desaparecida lhe apresentou um incentivo para que ela parasse de apenas reclamar - nada menos que uma viagem para a Grécia - e tentasse de uma vez colocar sua vida nos trilhos, ela viu a oportunidade que há muito esperava. E a agarrou com tudo.
Finalmente, ela podia ver novos horizontes. Novos amigos, novos sorrisos, novos problemas e todo o mais que uma ilha no norte do mediterrâneo podia proporcionar.
Mas como em tudo na vida, essas novidades aplicavam em inúmeras consequências. Mas ela esperava que fossem boas. Ela manteria a fé, certo? Ela aprenderia a se reconstruir. Ela tentaria se conhecer. E dessa vez, de verdade. Por ela mesma.

3301 – por Julia Santos
Agora quero falar sobre a história de alguém que considero pakas e que ainda trata de um tema que adoro: deep web. A história nos apresenta Melissa, uma garota que se você não odiar no começo, é porque está lendo errado, vou nem negar que destilei meu ódio sobre a Melissa nos comentários da história. Bom, Melissa, mora no Arizona, com sua mãe e irmã, dois seres que ela deixa bem claro que odeia, nossa protagonista praticamente é uma viciada em criptografia e quando a Cicaca dá as caras em um fórum com o seu intrigante desafio, Melissa vai atrás, porque afinal você só pode esperar coisas boas de uma coisa estranha que aparece em um fórum da DEEP WEB. Não garanto nada se depois que você começar a ler a história, não vai pirar um pouco, achando que tem hackers te espionando e colar fita crepe na webcam do notebook (eu não fiz isso, ok? OK!).

Sinopse: Melissa French está viciada em tecnologia. Seu vício e sua admiração por enigmas levam à descobertas de lugares dentro da internet que nem todos estão interessados em descobrir. Ela mergulha de cabeça em um oceano profundo de informação e códigos e parece ser impossível retornar à superfície. Toda a sua curiosidade leva a um mundo que ela jurou existir apenas nas ficções e nos filmes, nos pesadelos. Descobrir este mundo seria perturbador e sair dele impossível.

MYTERIOUS AND ADDICTIVE – por Priscila Santiago
Uma história que ultimamente tem me feito surtar em cada parágrafo, seja pela pobre Serena e o seu eterno papel de trouxa, ou aquele conflito interno de ódio e amor por Adam. Uma coisa é verdadeira sobre essa história: cada capítulo lido, na mesma medida, se aumenta o vício na história. Cada vez que Adam age de uma forma estranha, eu fico me corroendo por dentro para saber no que esse maldito está enfiado, depois de ler 3301 é claro que fiquei levemente paranóica e já comecei a achar que o rapaz está envolvido com coisa ilegal na deep web, mas qual é! Faz pelo menos um pouco de sentido.

Sinospe: Depois de seis meses de sumiço sem um telefonema e sinal de vida, Serena já estava perdendo as esperanças de reencontrar Adam novamente. O desaparecimento repentino do melhor amigo havia despertado seus traumas e transtornos do passado, além de lhe pesar a consciência por nunca terem cumprido a promessa de não guardarem segredos um do outro. Enquanto Serena toma coragem para confessar seus verdadeiros sentimentos, se empenha em descobrir o que Adam tanto esconde. Um homem misterioso. Talvez isso só o tornasse ainda mais atraente para ela, talvez isso só a tornasse mais dependente e mais viciada nele. Pois nada como um bom mistério não solucionado e palavras não ditas para mantê-la acordada à noite.

WINGS – por Lacrist
História de mais uma pessoa que eu tenho o prazer de chamar de amiga e que também já lia antes de entrar no projeto, mas lendo na velocidade da lesma manca, praticamente não tinha avançado na história. Wings é sobre uma garota, que sonha em participar de um programa de dança em uma escola renomada de Londres, quando por fim consegue a tão desejada entrada para participar do programa, ela acaba tendo um péssimo primeiro dia, onde logo de cara já começa criando inimizade com uma professora casca grossa e ganha atenção indesejada de um professor que parece querer ela fora daquele lugar.

Sinopse: Um concurso que dá a chance aos inscritos de estudar dança, canto e teatro numa das melhores escolas do mundo parece ser a oportunidade perfeita para Dianna Smith mostrar o seu talento, já que o concurso será transmitido mundialmente, registrando avaliações, testes e progresso dos alunos numa disputa repleta de eliminatórias.
Os que tiverem mais progresso avançarão e os três que sobrarem disputarão o prêmio do papel principal num musical da Broadway e mais uma quantia generosa de dinheiro.
Mas para Dianna chegar até a final, será preciso muito mais do que um simples talento, já que um dos seus professores não lhe dará descanso e fará de tudo para que ela seja eliminada do concurso.
Dianna precisará flutuar pelo palco e abrir suas asas para voar na direção dos seus sonhos, mesmo que o vento insista em empurrá-la para a direção contrária.


Bom, como o projeto ainda está em andamento, quase todo mundo já foi sorteado, mas ainda tem histórias para ler, resolvi dividir o post em dois. Se você se interessou por alguma história, não deixe de dar um pouco de apoio a sua autora e vamos distribuir um pouco de amor pra essa galera. 

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O QUE APRENDI NO NANOWRIMO 2016


Semana passada o NaNoWrimo chegou ao fim, mas aquilo que aprendi durante o mês de novembro espero carregar comigo pelo resto da vida. 

No ano passado, quando tive um desafio um tanto frustrado, apesar de ter ficado chateada, eu já estava prometendo a mim mesma que no próximo ano entraria preparada e focada no NaNo. Eu realmente planejei, praticamente dois meses antes eu já estava com a história escolhida e aos poucos fui definindo os pontos mais importantes da mesma, anotava algumas cenas que me vinham a cabeça e poderiam ser úteis, escrevi um pouco sobre cada personagem e quando finalmente chegou o dia primeiro de novembro eu estava preparada para começar a jornada rumo as 50 mil palavras. 

Bom, se você leu o post sobre a primeira semana do NaNo sabe bem que o planejamento não deu em nada, pois no terceiro dia, depois de lutar para escrever e sentir alguma ligação com aquela história, eu decidi mudar de uma hora para outra e comecei uma história nova, que não era tão nova assim. Então aqui vamos a primeira grande lição do NaNo:

Não se force a escrver uma história que não está rolando um feeling.
Inicialmente, eu achei que não estava gostando muito da história por ainda ser apenas o começo da mesma, eu costumo sentir isso as vezes, fico tão animada com algo que vai acontecer mais para frente, que o começo realmente parece chato e maçante. Mas eu estava enganada e por sorte percebi isso antes que fosse tarde de mais. Se não está rolando um feeling, se você não está tendo uma conexão com a história, não força a barra!
Se você ficar se forçando a escrever uma coisa que não está em sintonia com você, vai ser um trabalho torturante, quando na verdade deveria ser uma coisa prazerosa (escrever, no caso). Existe uma infinidade de possibilidades de porquês da história não estar acontecendo, as vezes você não está no momento para desenvolver a mesma, as vezes a história realmente não é boa... Enfim, escreva aquela história que te faz sorrir igual um bobo apaixonado sempre que pensa nela.

Primeira história frustrada, eu parti para uma velha conhecida, que eu já tinha começado a escrever no meio do ano, mas acabei largando, pois a mesma não estava dando em nada, então resolvi dar um tempo nela e depois pensar melhor na mesma. Então, de repente, ela parecia a minha saída para finalmente conseguir vencer o desafio das 50K e vamos a mais uma lição:

A paciência é amiga da perfeição.
Acho que essa frase nunca fez mais sentido na minha vida, uma história que eu simplesmente larguei, pois não estava dando em nada e isso estava me incomodando profundamente, eu dei tempo para lentamente ir lapidando a ideia principal, entenda, eu não parei de repente de pensar na mesma, vezes ou outra uma ideia nova surgia, então eu anotava essa ideia em um lugar e ali ela ficaria guardada até a hora certa, em que eu dissesse “ok, agora vou voltar à essa história”.
Esse tempo que eu dei para a história foi crucial para que um material melhor fosse pensado, a essência da história original ainda está ali, mas procurei elementos melhores para fazer tudo ter mais sentido e parecer mais interessante. Então não desista de uma ideia, principalmente quando você sente que ela é boa, pense que ela é uma pedra preciosa, você vai ter que lapidá-la e poli-la, para que então possa tirar o que de melhor ela tem a oferecer. Seja paciente! 

Eu havia encontrado a história perfeita para aquele momento, ela estava saindo com uma naturalidade inexplicável e assim como eu havia lido em um post de preparação para o NaNoWrimo, eu estava quase vendo os personagens. O tempo todo estava pensando na história, melhorando algumas cenas, criando novas... Eu estava tão focada na história, que chegava a escrever quatro/cinco mil palavras por dia e nesse ponto provavelmente encontramos a maior lição que tirei desse mês.

Eu POSSO ter o controle sobre a minha criatividade e inspiração.
Generalizar eu não posso, talvez tenha sido um golpe de sorte, mas seja lá o que for, a verdade durante esse mês foi uma só: adeus bloqueio criativo.
Eu venho já há alguns meses lutando fortemente contra a ideia do bloqueio criativo, ou falta de inspiração, já até falei sobre isso, e quanto mais eu venho reforçando isso, mais tem se provado real. No Tumblr eu meio que estava fazendo um diário do NaNoWrimo, todo dia falava do desempenho do dia anterior, fazia alguns comentários e um desses comentários foi sobre um leve temor de a história falhar em algum momento, eu dar com os burros na água, assim como aconteceu no ano passado (que por sinal eu culpei o tal bloqueio criativo). Agora sendo bem sincera, não teve um dia se quer que falhou, todas as vezes que eu sentei de frente ao notebook, todas essas vezes eu escrevi e não foi pouco.
Admito, algumas vezes eu tive que dar uma forçada para a escrita sair, pois não sabia bem como abordar aquela cena, ou como começar, mas eu dava uma forçada, escrevia qualquer coisa e continuava, até que as coisas entravam no trilho novamente e tudo corresse bem. 

E falando sobre “escrever qualquer coisa e continuar”, vamos a outra lição:

Foque unicamente em escrever e finalizar o que começou.
Nunca, em hipótese alguma, pare para ficar relendo o que escreveu. Se você quer terminar o que começou, não fique parando para ler aquilo que acabou de escrever, primeiro que acaba cortando totalmente o momento, você está todo empolgado, seu cérebro está no automático, seus dedos digitando aquilo que a mente manda, parar para ler aquilo que saiu é um balde de água fria naquele ritmo frenético de escrita. E outra, como falei, você está eufórico, colocando as ideias no papel, dificilmente aquilo que acabou de ser escrito vai ser o melhor que você tem a oferecer, então você para ler e pensa “cara, isso está horrível”, apaga tudo o que escreveu e começa de novo. Me diga, que progresso teve nisso?
Você tem que entender que o primeiro texto não é o produto final, imagine ele como um esqueletinho daquilo que o seu texto pode se tornar. Então mais importante do que ter o melhor texto possível é ter o texto escrito, foque em colocar a ideia principal ali e finaliza-la. Depois que você escreveu a última linha, descanse a cabeça, vá fazer outras coisas por alguns dias, ou até mesmo semanas, então você vai voltar com seu olhar mais crítico possível e ai sim você vai começar a trabalhar de verdade naquilo que vai vir a ser o produto final. Você vai revisar toda história, tirar aqueles parágrafos e cenas desnecessários, acrescentar aquilo que faltou, colocar mais informações e sentimento nos parágrafos, melhorar os diálogos.
Entenda, não estou dizendo “escreve qualquer porcaria”, LONGE DISSO! Repetindo, escreva a ideia principal, as cenas principais, dê vida a essa história, quando ela chegar ao final vai ser uma pedra bruta, então você vai passar a lapidá-la e poli-la, assim tirando o melhor que tiver daquele imenso rascunho (o exemplo da pedra de novo...). 

E como o NaNoWrimo nada mais é do que um grande desafio, vamos a última lição:

Desafie-se!
Acredito que uma coisa que ajudou eu alcançar as 50 mil palavras, foi o meu lado competitivo, eu tinha que provar para mim que podia sim chegar aos 50 mil, era quase como se a minha honra estivesse em jogo. Se desafiar um pouco nunca é de mais e eu já falei uma porção de vezes o quanto esse tipo de concurso (nem sei se dá para chamar assim) ajuda. É o momento que você vai descobrir como trabalha sob pressão, eu, por exemplo, descobri que consigo lidar muito bem sob a pressão de uma meta e uma data, e o fato de se ter um certo período para trabalhar na história, te obriga a ter um mínimo de organização, seja estipulando uma meta diária de palavras/páginas, ou tendo um roteiro mais detalhado da história.
Eu acredito fielmente que só crescemos como escritores quando participamos desses desafios, desde sendo algo grande como NaNoWrimo, ou aquele concurso simples da galera do Tumblr. Desde que encarei aquele Challenge em agosto de 2015, eu tenho me mantido aberta à qualquer desafio que me faça crescer como escritora. 

E apenas para fechar o post, como escritor você sabe quais são as suas limitações, o que você precisa melhorar seja na sua escrita mesmo, ou na sua responsabilidade como escritor. Trabalhe naquilo que você tem dificuldade, usando a minha pessoa como exemplo, sou bem o tipo de pessoa procrastinadora, que ao invés de escrever, fica fazendo vários nadas e sabemos bem que escritor que não escreve fica estagnado e não se desenvolve. Eu venho diariamente trabalhando nisso, lutando contra esse sentimento procrastinador, porque não é só questão de querer melhorar, mas sim de precisar. 


MÚSICAS QUE NÃO CONSIGO PARA DE OUVIR


Vamos falar de música? Vamos falar de música. Esse é um tema que eu particularmente gosto muito e manjo de menos, para mim música boa é aquela que eu ouço e ela me conquista, e como faz muito tempo que não falo nada sobre música no blog, quero falar sobre isso hoje. 

Em tempos onde Lady Gaga lança um álbum arrasador e John Mayer milagrosamente lança uma música nova, não falar sobre o tema é quase um crime, então hoje quero fazer uma humilde recomendação de músicas novas e nem tão novas, que ultimamente está impossível de eu parar de ouvir. 

LOVE ON THE WEEKEND – John Mayer [Single]
É claro que o primeiro da lista não poderia ser outra pessoa, o dono das músicas que me definem e do melhor álbum que tive o prazer de ouvir, John chegou com uma música nova e viciante, que eu coloquei na repetição eterna, provavelmente pela eternidade. 


COME TO MAMA – Lady Gaga [Joane]
Como falei, Lady Gaga chegou chegando com um álbum novo, na verdade eu não faço ideia do que a crítica especializada falou sobre Joanne, mas a crítica lesada (aka eu) simplesmente amou e junto com Love On The Weekend, o álbum está na repetição eterna por toda a eternidade. Come To Mama se tornou, até o momento, a minha música preferida, junto com a já conhecida Perfect Illusion e Diamond Heart. 


FORMATION – Beyoncé [Lemonade]
Olha, não é muito difícil eu me encontrar na situação em que uma música faz um sucesso estrondoso, mas eu só vou realmente ouvir ela, e talvez viciar, um tempo depois. Formation foi um desses casos.


AGORA EU QUERO IR – Anavitória [ANAVITÓRIA]
Sim, eu tenho uma música br na minha playlist e isso é um milagre, não sei quando foi a última vez que tive uma música br no eu celular (mentira, eu lembro, é que era música da Ludmilla e eu tenho uma reputação a zelar). Conheci essas garotas lindas e charmosas através da minha irmã, que conheceu por causa de Tiago Iorc, e tenho que dizer: valeu Julia!


ME, MYSELF AND I (feat. Bebe Rexha) – G-Eazy [When It's Dark Out]
Outro exemplo de música que eu descubro depois de um tempo e simplesmente vicio. 


SHOUT OUT TO MY EX – Little Mix [Glory Days]
Little Mix está sendo exatamente como foi com One Direction, cada álbum novo que lançam, eu vou curtindo mais, eu já era bem fã do Get Weird, do qual eu já falei aqui no blog, agora elas vêm e jogam em nossa cara (e talvez na do Zayn) Shout Out To My Ex.


THE GREATEST (feat. Kendrick Lamar) – Sia [This Is Acting]
Além de Sia ter uma voz maravilhosa, clipes que até hoje não entendi o que querem dizer e músicas incríveis, uma coisa que sempre me atraiu ainda mais para, principalmente, ver os seus clipes é a maravilhosa Maddie, é um show a parte ver essa garota dançando (vou nem dizer que assisto Dance Moms só para ver ela dançando e as outras mães com sangue nos zóio, porque Abby dá todos os solos para a garota). 


THE HILLS – The Weeknd [Beauty Behind the Madness]
Sabe-se lá quando foi que The Weeknd realmente estourou, provavelmente na época em que 50 Tons de Cinza estreava no cinema, apenas nessas últimas semanas eu realmente vim dar valor à algumas músicas do rapaz, especificamente The Hills. 


YOU GOTTA NOT – Little Mix [Glory Days]
Como falei, Little Mix vem tomando aos poucos o meu coração com suas músicas (e suas roupas que fazem eu querer assaltar o closet de cada uma), nada mais digno do que citar outra música que vem conquistando o meu frágil coração. 


MISERY – Maroon 5 [Hands To Muself]
Essa é uma música que vai e volta em um ciclo vicioso em minha playlist, foi a música que realmente me fez tomar conhecimento da banda lá na época do seu lançamento, eu gostava tanto do clipe, que ela se concretizou com uma das minhas preferidas dos garotinhos bonitos. 


UNDER PRESSURE (feat. David Bowie) – Queen
Recentemente falei sobre o filme Se enlouquecer, não se apaixone e se você viu o post, notou que o vídeo que eu coloquei no post é uma cena onde os personagens cantam essa música, pois então, baixei essa música por causa do filme e ela se tornou uma grande companheira na jornada até as 50 mil palavras do NaNoWrimo, quando finalmente completei o desafio, comemorei ao som dessa música, então ela meio que ganhou um pedaço no meu coração.



Fecho a minha lista por aqui, você deve se perguntar “mas por que raios essa garota comenta tantas coisas sem importância sobre as músicas?”, a resposta é simples: só porque eu falo até pelos cotovelos. Depois de você passar por essa torturante experiência de me ver fazendo comentários nada profissionais ou técnicos sobre música, que tal me dizer o que você tem ouvido ultimamente? 



TERCEIRA SEMANA DO NANOWRIMO 2016


E chegamos a terceira semana do NaNoWrimo, se alguém rolou um pouco pelo blog, pode talvez ter visto o quadrinho onde deixei uma atualização praticamente em tempo real do meu desempenho no desafio, ou se rolou um pouco mais pode ver na caixinha do Twitter um claro tweet de comemoração, ou indo mais longe, talvez me siga no Tumblr, já está mais do que por dentro do que houve. 

EU CONSEGUI!!1111!1!!!11!


Sim! Eu fiz aquilo que eu não achei que conseguiria fazer, completei o desafio das 50 mil palavras ainda faltando um pouco mais de uma semana para fechar o mês. EU CONSEGUI! 

Acordei na segunda-feira já possuída pela expectativa, na verdade, esperava ter conseguido fechar no domingo, mas não foi possível, então combinei comigo mesma que não passaria da segunda-feira. Enfrentei uma pia de louça de almoço do dia anterior ainda, uma pilha imensa de roupas para passar, que eu não passei nem metade, e parti cumprir o meu desafio. Eu estava determinada que naquele dia eu alcançaria o desafio. 

Então, às vinte e uma horas e sabe-se lá quais minutos, eu finalmente alcancei as almejadas 50 mil palavras, coloquei fones de ouvido e dei play em Under Pressure, que foi uma grande companheira nessa jornada e comemorei silenciosamente, afinal tinha pessoas pela casa, gritar feito uma louca não parecia uma boa opção. 

Eu chorei, chorei feito uma criança, mas uma criança tomada pelo mais puro sentimento de conquista, eu não conseguia acreditar que tinha conseguido completar o desafio, queria gritar para o mundo inteiro o quanto estava orgulhosa da minha conquista, uma conquista que eu não acreditava que conseguiria, ao menos não no dia 21 de novembro. Eu fora tão mal no NaNo anterior, que entrei esse ano pensando “vou até onde conseguir, que ainda assim vai ser mais do que qualquer coisa que tentei até hoje” e eu provei para mim que eu posso sim. 

É um sentimento indescritível, que só me faz pensar “Deus, quero passar a minha vida escrevendo”, eu quero poder sentir mais disso!

Terminei a noite falando sobre a minha conquista no grupo oficial do NaNo no Brasil, afinal é algo para se comemorar e quem sabe até inspirar outras pessoas a continuarem o desafio até o dia 30. E tenho que dizer: agora ninguém me segura!


SEGUNDA SEMANA DO NANOWRIMO 2016


Basicamente era para esse post ter saído no dia 16, mas digamos que eu meio que esqueci completamente, principalmente por ter passado o feriado em um acampamento, quase esqueci da vida fora dele. 

A primeira semana do NaNoWrimo foi finalizada com muita felicidade, eu estava com a animação em níveis que nunca tinha sentido, e terminei o dia 09 com cerca de 18 mil palavras, o que era um número bem surpreendente para quem não tinha chego nesse número na edição anterior do NaNo. Falei sobre o temor de toda essa animação ir embora em algum momento, pois quem costuma escrever histórias entende bem o quero dizer quando falo que tem hora que desanima e você não quer mais escrever aquela história, pois fiquei com um baita medo disso acontecer, mas segui escrevendo. 

Eu estaria mentindo se dissesse que em alguns momentos eu não me senti um pouco cansada, ou pensava “será que essa história é legal mesmo?”, as vezes batia um leve desanimo, porém é com felicidade que digo que foi coisa momentânea, pois eu mesma fazia o favor de espantar esse sentimento escrevendo ainda mais e continuando a planejar as partes ainda não muito definidas da história.

Pois fecho essa madrugada de 18 de novembro com incríveis 39.676 palavras, é o mais longe que eu em algum momento cogitei chegar. Cada vez que eu olho esse número, ou aquele pequeno número que falta para completar as 50 mil palavras, meu queixo vai no chão e volta, não imaginei que chegaria tão longe, principalmente com todos esses temores de bater um desânimo, ou acabar com os burros na água em algum momento da história. 

Conforme a história vai andando, e diga-se de passagem, está meio escrito de qualquer jeito, o negócio vai crescendo ainda mais, que acredito que dificilmente vai parar nas 50 mil palavras, mas independente se tenham que ser 55 mil palavras, ou 100 mil, o importante está sendo todo esse sentimento de felicidade que esse desafio está me trazendo, estou dando um tapa na minha própria cara e mostrando que posso sim escrever muito se eu me esforçar, eu só preciso parar de escutar aquela voz da preguiça que sussurra no meu ouvido quando penso em escrever. É como aquela frase faça a sua própria sorte, pois estou fazendo a minha própria inspiração.