ASSISTI NO CINEMA: LOGAN


TÍTULO ORIGINAL: Logan
SINOPSE: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.
GÊNERO: Ação, Ficção científica, Aventura
DIREÇÃO: James Mangold
ELENCO: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 16 anos (e não é atoa isso! Tinham crianças gritando e chorando em uma sessão que eu fui)

Vamos falar daquele filme que todos aguardaram ansiosamente, feito crianças esperando os presentes de natal na véspera do dia 25. Já faz mais de uma semana que assisti ao filme pela segunda vez, mas nunca é tarde para falar de Logan

Logan nos fala sobre... Logan. Em um futuro não tão distante, mas não tão próximo também (talvez um pouco), nosso amiguinho Logan está velho e ocupa as horas do seus dias e noites como motorista de limusine. Uma vida que logo de cara você percebe: é deprimente. Mas como se não fosse deprimente o suficiente, ainda nos deparamos com um Chales Xavier ainda mais velho e enfrentando alguns problemas de saúde. Eis que surge um serviço para Logan, um serviço que ele recusa diversas vezes, até ser vencido pela insistência (lê-se dinheiro) e acaba indo amarrar o seu burro no lugar errado. 

Esse foi o último filme de Hugh Jacksman no papel do Wolverine, uma coisa que vem sendo tão comentada, que chega a ser redundante eu dizer também, mas bem... É a última vez que Hugh vai nos agraciar com a sua atuação como Wolverine. Eu teria ficado realmente chateada se essa despedida terminasse com o sentimento de tempo perdido que o segundo filme do Wolverine deixa (é sério, foi um sacrifício chegar até o final, mas não costumo largar filmes pela metade). Porém fomos surpreendidos por um filme de respeito, aquele que ao terminar e os créditos subirem, você está lavado em lágrimas e aplaudindo.

O filme segue com muita pancadaria, sangue, coisas e pessoas sendo cortadas, palavrões e até mesmo histórias em quadrinhos dão as caras.


Agora vamos à um parágrafo de apreciação, porque a X-23 (ou Laura) merece um parágrafo só seu. O QUE FOI ESSA MENINA?! A pequena Dafne estava de matar, se é que você me entende. Laura cria uma ligação fofíssima com Charles. Desde o começo o professor comenta sobre um novo mutante, coisa que Logan pensa não passar de balela, já que tem anos que não nasce um mutante se quer, eis que chega a nossa Laura mostrando para o que veio: SER DESTRUIDORA!

E para os fãs de road trips, Logan nos leva do sul dos EUA até Dakota do Norte, numa viagem alucinante tendo que correr de uma galera nada legal, que estão loucos atrás da nossa X-23. É uma viagem de descoberta, uma viagem onde Logan tem a oportunidade de conhecer melhor Laura, onde Charles tem a chance de finalmente trazer um pouco de dignidade a vida sofrida que vinha levando. Como diria locutor da Sessão da Tarde, é uma viagem que promete muitas confusões. 

Portanto, não perca a oportunidade de conferir a última aparição de Hugh na pele de Wolverine (e a de Patrick como Charles, mas eu ainda tenho esperanças apareça em Legion, por favor!) e o surgimento de uma nova mutante maravilhosamente bem interpreta pela Dafne.

Não sei se choro ou se sorrio... 

Metacritic: 77/100 | Rotten Tomatoes: 92% | IMDB: 8,6/10



SEIS HISTÓRIAS DE ÉPOCA PARA LER


Faz algum tempo que não venho aqui agracia-los com a recomendação de alguma história, normalmente eu dedico todo um post para uma história especifica, mas estou afim de testar algo diferente e mais rápido, que seriam lista com algumas histórias dentro de algum tema, por exemplo, como nesse post: histórias de época. Pode ser que no decorrer das listas uma ou outra vão se repetindo. 

O primeiro tema desse segmento de lista teve como base nada, na verdade foi a primeira ideia que me veio em mente, pois pensei “ok, quero fazer listas, então qual será o tema da primeira?” e essa questão foi seguida de três pontos que duraram algum tempo, até que olhei Trono de Sangue, pensei em Game Os Thrones e então veio a ideia de lista com histórias de época. Sem mais delongas, acompanhe as selecionadas:

TRONO DE SANGUE – Por Rocha L. P. 
É claro que a primeira tinha que ser a história que inspirou o tema, que por sinal já tem resenha aqui no blog, então dê uma olhada. TdS se passa numa era medieval, em um reino fictício, Ílac, Medroc e Ocland são alguns dos lugares que compõe esse lugar. A história até esse dado momento está com 19 capítulos maravilhosamente escritos, é repleto de mistérios, revelações vagas ao melhor estilo George R. R. Martin, para te deixar se coçando de curiosidade sobre o que aquele personagem poderia estar se referindo e tem realeza a beira de um colapso. É empolgante!
SINOPSE: Em uma época regada de sangue e dor, grandes impérios batalhavam entre si em busca do poder. Depois de muito sangue jorrado, um acordo de paz é feito e a união de Ílac e Medroc é selada através de um compromisso, o casamento de seus herdeiros.
Mas o que acontece quando há muito mais nessa história além de um matrimônio convencional? O que fazer quando você descobre que muitas artimanhas foram realizadas e que a paz talvez esteja realmente longe de acontecer?
Evelyn Kreigh não é frágil e delicada, pelo contrário, é uma rainha forte e decidida, apesar dos golpes que a vida lhe deu. Ela cedeu tudo pelo contrato, inclusive o amor e a chance de ser feliz.
Mas quando uma ameaça à paz é instaurada e ela se vê acusada de algo que não fez, a Rainha precisa correr contra o tempo para proteger seu império e sua filha Alyssa de uma batalha novamente contra Medroc.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento.

ERA DE CASTLEY – Por K. C. Hayes
Faz algum tempo que não leio essa história, o que não quer dizer que ela deixa de ser boa. Seguindo uma linha ainda medieval, essa conta com um pirata e uma necromante como protagonistas, em um mundo repleto de magia. Também é uma história ambientada em um universo próprio lindamente criado pela autora.
SINOPSE: Um pirata que tem traumas do mar, e não consegue mais navegar. Uma necromante tentando entender seus sonhos premonitórios e a morte. Um continente condenado por uma maldição. Aslan parte em busca de uma resolução para seus medos, ansiando poder voltar a reinar sobre os mares, mas quando encontra Kiera, descobre que para tudo há um preço a se pagar. Juntos, os dois partem em uma jornada pelas terras de Arcadiax, com a tarefa de acabarem com a maldição, e se auto-descobrirem.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento.

SOLDADOS DE VIDRO – Por Luiza Dantas
História de uma pessoa incrível que posso chamar de amiga, a história se passa já no final da Segunda Guerra Mundial, acompanhando a trajetória de três soldados inseridos no meio da guerra. É uma história emocional, carregada de muito sentimento, seja de quem estiver lendo, ou dos próprios personagens.
SINOPSE: 1944. Estamos no final da Segunda Guerra Mundial. O caos da guerra está mais intenso do que nunca - milhões de pessoas mortas, inúmeras cidades destruídas, crianças órfãs, mulheres esperando por maridos que nunca voltarão para casa.
Tudo isto é ainda pior na Frente Leste. Um lugar verdadeiramente cruel, onde vinham à tona os piores instintos de um homem, onde não existiam as máscaras e fingimentos que as pessoas usam no dia a dia.
E foi na Frente Leste que esta história encontrou um lugar para se desenrolar.
Ostfront acompanha a vida de três soldados alemães lutando nesse cenário terrível: um oficial severo com um passado problemático, que lida com o mundo fingindo ter um coração de pedra; um jovem carpinteiro esquizofrênico com muito mais problemas do que deixa transparecer; e um escritor afegão boêmio e libertino, que foi para a guerra procurando fugir das batalhas dentro de sua própria casa.
Essas três vidas que o destino entrelaçou agora não têm escolha a não ser fazer o possível para suportar a vida nesse lugar hostil, e o mais importante - sobreviver.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento.

1953 – Por Luiza Dantas
Além de ser da mesma autora de Soldados de Vidro, 1953 conta com dois personagens da já citada. É um conto que se passa em um Natal cheio de surpresas e emoções.
SINOPSE: A década de 50 não foi uma das melhores épocas para descobrir-se homossexual. Para a sociedade, eram uma mancha. Uma aberração. Uma doença.
Neste contexto acompanhamos um casal formado por um tradutor afegão e um psiquiatra francês, escondendo-se de todos, fingindo ser apenas amigos. No entanto, a chegada de um convidado para o Natal pode quebrar essa harmonia frágil.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Finalizado.

NO MAN’S LAND – Por Gabriela Teixeira
Quero começar dizendo que amor próprio é tudo na vida, então eu vou sim encaixar uma história minha nessa lista. No Man’s Land se passa no que seria considerado o velho oeste, algo lá pelo século 19, a história se passa em um lugar fictício e está acontecendo a chamada Corrida do Ouro. É uma história curta, com um pouco de drama, uma dose de violência e tiros.
SINOPSE: Aquela era uma terra selvagem e impiedosa, deixava o homem acreditar que a dominava, enquanto lhe enchia a cabeça com cobiça e avareza, assim transformando-o aos poucos em algo irreconhecível. A seca assolava o país impiedosamente, levando consigo o sustento de diversas famílias, as plantações eram as primeiras vítimas, vindo em seguida os animais e por fim o homem. Eis que o ouro é descoberto em abundancia nos rios que cortam o distante e selvagem Oeste, fazendo famílias inteiras tomadas pelo desespero e a fome moverem-se pelo país na esperança de conseguirem sua porção em pepitas douradas. Aquela era uma terra sem leis, aquela era uma terra de ninguém.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Finalizado. 

LYCANTHROPE – Por Stephanie Pacheco
A história se passa em meados do século 19, um vilarejo passa a ser assombrado por uma série de assassinatos brutais, que deixam a população em estado de alerta e quando uma vítima sobrevive, ela relata que se trata do ataque de um lobisomem, assim causando ainda mais alarde por toda a comunidade.
SINOPSE: Em meados do século XIX, uma série de assassinatos brutais começa a acontecer, deixando a população em estado de alerta. Os corpos aparecem completamente destroçados e com ausência de alguns órgãos. Seria só mais um caso típico de ataques de animal que as autoridades precisavam resolver para acalmar os ânimos se uma das vítimas não sobrevivesse e alertasse a plenos pulmões que tudo era causado por uma besta humanoide que possuía olhos de fogo.
Em meio ao caos e à correria da polícia para desvendar o caso, o jovem escritor, Graham Warwick, se vê enfrentando seus próprios demônios, que se resumem a superar o bloqueio criativo, entregar uma obra prima e salvar sua carreira, que se encontra por um fio.
Suas perspectivas começam a mudar quando ele reencontra a jovem Lennon Stonnenberg, uma antiga colega em sua adolescência que mexeu não só com sua sanidade, mas lhe deu a coragem que ele precisava para se lançar no universo da escrita.
Metida a investigar casos de assassinato, ela inicia uma busca implacável com a ajuda de Graham, que ao se envolver em todos os trâmites talvez consiga encontrar a inspiração para um novo best-seller na solução desse mistério.
Quando a escuridão domina o coração dos mais frágeis e os gritos cortam a noite, a besta se levanta para aniquilar e satisfazer seus desejos.
Com o sangue dos inocentes tomando seus lábios, ela caminha sedenta por mais... Deixando um rastro de caos e destruição por onde passa.
Baseada na história dos serial killers considerados licantropos, essa história poderá lhe mostrar que nem tudo é necessariamente como imaginamos.
ONDE LER: Wattpad
STATUS: Em andamento. 


Se alguma história lhe interessou, não deixe de conferir e dar aquele apoio moral para a autora, é sempre muito bom receber comentários positivos e construtivos. Qualquer ideia, sugestão e afins sobre listas de histórias são mais do que bem vindos, pois deu para notar: está me faltando um pouco de ideias aqui. E até a próxima lista!


SEIS MOTIVOS PARA ASSISTIR ABSTRACT - THE ART OF DESIGN


Talvez seja a milionésima vez que eu sumi desse blog, mas acredito que nenhum sumiço foi tão longo quanto esse, até apareci para publicar um conto que escrevi para um concurso no Tumblr, mas ainda assim, não foi um retorno triunfal ao bom estilo Fênix. Não vou mentir, já faz algumas poucas semanas que penso em voltar para o CATS, porém não surgia um assunto realmente legal para abordar, até que descobri Abstrac – the art of design e a vida mudou (ou quase isso). 

Se você não faz ideia do que raios é Abstract, sente aqui e vamos conversar, pois você está prestes a descobrir uma das maiores joias da Netflix (em minha humilde opinião), ou pelo menos um conteúdo muito maneiro para quem curte arte e principalmente design. Bom, esse post vai ser um mix de resenha e o já conhecido “seis motivos para assistir”, que eu sempre faço quando assisto uma série. 

Abstract é uma série documental produzida pela própria Netflix, ela conta com oito episódios, cada um com uma média de 40 minutos de duração. A série é completamente focada em arte, cada episódio aborda um artista influente dentro de uma área do design (design gráfico, cenografia, fotografia, arquitetura, etc).

Não é algo maçante, que apenas lhe joga informações na cara.
Acredito que tem uma porção de pessoas que não gostam de documentários porque tem aquela ideia: alguém vai ficar falando sem parar, jogando informações na minha cara, vai me dar sono. Eu particularmente amo documentários, especialmente aqueles sobre assuntos que me interessam e Abstract é aquela série documental que eu precisava e não sabia.
Toda a série foi construída para que não fosse nada maçante, na verdade, bem divertido, já começando pela abertura própria de cada episódio, com uma música agitada e muita cor. Acho que dá para dizer que cada episódio segue duas linhas de tempo, uma seria o passado e história do artista apresentado, enquanto a outra é a equipe do documentário acompanhando um trabalho atual da pessoa, para que quem está assistindo não só entenda o trabalho e saiba de onde veio, mas principalmente veja como ele é feito.

Oito episódios, oito áreas diferente do design.
Cada episódio é focado em um artista e cada artista está inserido numa área diferente do outro, temos ilustrador, cenógrafa, designer gráfica, fotógrafo, arquiteto, etc. Eu costumo dizer que eu conhecia as obras e a série me fez conhecer os autores das mesmas, em pelo menos UM episódio você vai reconhecer alguma obra, seja um tênis da Nike, ou um palco montado pela Es Devlin. 
É interessante não só pelo lado de ver o trabalho do artista, mas perceber quantas áreas e quantas possibilidades de trabalho que existe dentro do design, pegando a Es de exemplo novamente, ela trabalha projetando palcos e cenários, não é sempre que vemos um palco incrível que pensamos em quem pode ter projetado e pensado em cada mínimo detalhe que compõe todo aquele cenário.

É uma imersão na mente do designer. 
A série não mostra apenas o trabalho artista, vai além disso, Abstract entra na vida do designer e mostra todo o processo de construção do trabalho, que muitas vezes são projetos que levam anos de execução. De forma quase pessoal, os artistas nos levam para dentro dos seus ambientes de trabalho, mostram seus instrumentos, a equipe que os acompanha, passamos a ver que aquele trabalho que para muitos é só uma imagem, ou só um prédio, ou apenas um cômodo cuidadosamente planejado, na verdade existe todo um processo criativo por trás, envolve muito mais do que apenas papel e cimento, existe sentimento ali, uma forma única e pessoal de desenvolver algo criativo, chamativo e intenso. 
Ainda podemos saber um pouco da trajetória do artista até o momento presente, vemos de onde veio, de onde surgiu o sonho, ou onde descobriram o que queriam fazer, e o caminho percorrido até o reconhecimento e influencia mundial. 

Não tem necessidade de assistir em ordem. 
Estamos acostumados com séries que é preciso assistir os episódios em ordem, caso contrário, você não vai entender bulhufas sobre o que está rolando. Sendo uma série documental em que cada episódio foca em uma área diferente do design, não existe necessariamente uma ordem, você é livre para criar a sua ordem. Você pode, por exemplo, começar por aquela área do design que gosta mais e ir até a que gosta menos, ou desconhece completamente. Eu descobri o quanto o design é parte fundamental de um veículo, ou algo que é quase lógico como em um tênis, eu nunca havia parado para pensar em todo o estudo e trabalho que existe por trás de um único par de tênis.  

Abstract também ganha estrelinha dourada por toda a parte técnica.
Apesar de eu não manjar muito no que diz respeito a parte técnica de filmes e séries, é evidente todo o cuidado técnico que deram a Abstract. Seja pelos enquadramentos que favorecem o assunto e deixa tudo mais equilibrado e belo, ou pela edição bem pensada para deixar tudo divertido, leve e nada maçante, a trilha sonora agitada que parecia dar ainda mais ritmo aos episódios, a fotografia... Tudo foi feito de forma que se encaixasse e principalmente: fosse um deleite aos olhos e ouvidos. 

É inspirador!
E não digo apenas no sentido de histórias inspiradoras, porque sem dúvida são histórias para se inspirar, mas digo no sentido artístico mesmo. Ver tantas obras magnificas, prédios gigantescos e de aparência estranha a primeira vista, ou um trabalho tipográfico que consegue passar toda uma mensagem apenas com a escolha da fonte, ou a valorização de um espaço pequeno através de projeções espetaculares, tudo contribui para você ser tomado pelo mais puro sentimento de inspiração. Eu terminei o episódio sobre a Paula Scher louca para abrir o Photoshop e fazer altas loucuras tipográficas (mas eu só fui para o episódio seguinte hehe), ou ainda o episódio de Platon, eu queria treinar fotografar rostos até conseguir transmitir tanto sentimento quanto ele faz em suas fotografias (é sério, se você nunca viu o trabalho desse homem, vale MUITO a pena conferir).


Eu vejo Abstract como uma grande homenagem à arte. A série mostra com delicadeza como todo esse mundo criativo é construído por pessoas diferentes, de áreas diferentes, que pensam diferente e criam de formas diferentes, mas de certa forma têm objetivos em comum, seja mudar algo, ou tornar algo mais belo, ou belo e confortável ao mesmo tempo. É uma coisa que fica muito clara, cada um começou com a ideia de melhorar algo, ou mudar algo. Tinker queria um tênis que tivesse um visual bonito e fosse confortável ao mesmo tempo, Bjarke criou prédios enormes e insanos em um lugar de construções clássicas e baixas, Es via em espaços pequenos potencial para grandes cenários e mudou aquela configuração simples de palcos de bandas. 

Bom, se você ainda não se permitiu conferir essa obra maravilhosa da Netflix, já lhe dei seis bons motivos para dar um play pelo menos no primeiro episódio, ou quem sabe naquele que apresenta o designer da área que você mais tem afinidade. A verdade é uma: Abstract vale o seu play. 

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CONTO: LOVE IS A VERB


− Porque ele não sabia como amar.
Parecia absurdo pensar que um relacionamento que se sustentou por longos seis anos acabara de uma hora para outra, ou ao menos era como as pessoas costumavam comentar sempre que descobriam que não existia mais Ella e Preston.
Vocês sempre foram tão apaixonados. Comentou uma amiga próxima. Estavam tão bem até semana passada no churrasco. Disse um primo meu. No mês passado estavam comentando sobre viajar para as Bahamas no verão. Falou uma tia dele.
Fomos apaixonados, sem dúvida, uma paixão abrasadora, que consumia cada um de nós diariamente, ardia por dentro, que as vezes chegava a faltar ar nos vermos distantes um do outro. Me lembrava com clareza das famosas borboletas no estômago que me incomodavam todas as vezes que via Preston, no começo com uma intensidade quase incomoda, bastava pensar em seu rosto todo pintado de sardas e barba, que com o tempo foi deixando mais volumosa, que algo se remexia dentro de mim e passava as próximas horas lutando inteiramente entre me concentrar na aula de história da arte, ou imaginar como seria o nosso próximo encontro.
Também me lembro das várias vezes que fiz diversas cartas e bilhetes, usando a minha letra, que segundo Preston, parecia uma bela caligrafia antiga. Ou quando ele me beijava, tudo em volta parecia desaparecer, enquanto por dentro algo parecia pegar fogo e congelar ao mesmo tempo.
Por Deus! Como fui apaixonada por Preston. Mas isso cresceu em meu peito, evoluiu e se transformou em algo lindo. Passei a admira-lo quando chorava assistindo algum filme dramático, ou alguma animação da Disney, enquanto ele se odiava por ser sensível de mais. Eu me encantei por suas tentativas concentradas e frustradas de aprender a desenhar assistindo aulas no YouTube, enquanto ele amassava todos os papéis e os jogava na lixeira com toda a fúria que lhe pertencia. Eu só queria abraça-lo todas as vezes que chegava em casa furioso pelo chefe o pressionar novamente, enquanto ele apenas pedia para que eu me afastasse, então eu apenas ficava no cômodo ao lado, esperando que saísse e eu pudesse finalmente mostrar que estive ali o tempo todo.
Eu o amei com uma intensidade que até hoje ainda não acredito ser possível.
No entanto, todas as vezes que eu queimei uma nova tentativa de jantar diferente e me sentia completamente inútil, você apenas me olhava e pedia algo no delivery. Ou quando coloquei na cabeça que aprenderia a tocar violão apenas usando aquelas revistinhas de banca, você simplesmente me falou que eu estava atrapalhando a sua concentração no trabalho e que deveria tentar fazer outra coisa. Ou quando falei que pensava em pintar parte do cabelo de azul, limitou-se a duras palavras de que eu já não tinha mais idade para aquilo.
Talvez eu estivesse pedindo muito mais do que você pudesse oferecer-me, afinal, exigir que alguém se entregue de mente e coração em um relacionamento, aceite a pessoa desde as suas mais brilhantes qualidades, até os seus mais terríveis defeitos, que esteja ao seu lado nos dias dourados, assim como nos dias mais escuros, talvez seja pedir de mais.
− Ele não sabia... Amar? – Betsy olhou-me confusa.
− Eu não espero que as pessoas entendam. – respondi com serenidade. – Apenas que aceitem. Eu o amava e esperei por algo que ele não podia me dar. 
Esse conto foi escrito para o Desafio da Imagem, promovido pela Estante Literária no mês passado. O desafio consistia em escrever um conto de no máximo 600 palavras, se baseando em uma imagem. Eu encontrei esse gif vagando pelo Tumblr e surgiu assim a ideia para esse conto. 


PROJETO AQUELA FIC: HISTÓRIAS QUE ESTOU LENDO PART. 1


Uma das minhas propostas aqui no blog é trazer algumas histórias que vocês só podem encontrar nas internets da vida, fanfics e afins, porque acho que vale muito a pena darmos um apoio moral para essa galera que podem ser os grandes escritores do amanhã, porque escritores todos já somos e não adianta discutir!

Recentemente entrei em um projeto promovido pela equipe do Aquela Fic, que basicamente consiste em um grupo de autoras/leitoras, semanalmente uma história do grupo é sorteada e todas temos a missão de comentar e divulgar a história da semana. É um projeto que tem me dado a oportunidade de conhecer histórias dos mais variados temas e gêneros, também podendo conhecer suas respectivas autoras. Eu não sou uma pessoa muito sortuda, mas incrivelmente fui a primeira sorteada do projeto e nem tenho que dizer o quanto fiquei feliz. 

Você se pergunta: Ok, Gabriela. Mas o que você quer dizer com toda essa enrolação? Bom, eu normalmente falo sobre as histórias em posts separados, cada uma com o seu, mas dessa vez, como as histórias foram se acumulando, vou fazer uma listona com as já sorteadas e falar o que estou achando de cada uma, porque a lerdeza aqui é tanta que o atraso não está só nos posts não. 

MY SEXY STEPFATHER – por Karol Melgaço
Uma história com um tema que ainda causa certa polêmica entre as pessoas, mas não estou aqui para discutir sobre o assunto. Para mim foi uma surpresa ler essa história, justamente pelo tema, não é algo que eu leria sem um empurrãozinho e vou admitir que até que gostei da experiência nova. Talvez você odeie um pouco a personagem principalmente a primeira vista, mas nada que você não possa superar mais tarde, ou compensar se divertindo com o jeito meio louco da sua melhor amiga.

Sinopse: As pessoas costumavam dizer que "o perigo morava logo ao lado" mas dessa vez esqueceram de me avisar que ele morava não ao lado, e sim sob o mesmo teto que eu, e claro, também esqueceram de um detalhe importante: este era um perigo BEM atraente e um tanto quanto... Proibido? Afinal, ele era nada mais nada menos que o namorado da minha mãe.

THE PHOENIX – por Emmy Angel
The Phoenix sem dúvida se tornou uma das minhas histórias fav, cheia de ação, personagens com personalidades fortes e marcantes, alguns apaixonantes, outros para você sofrer cada vez que lê o nome (altos sofrimentos da minha parte), as cenas de ação são simplesmente espetaculares. The Phoenix trata sobre espionagem, então ação é algo que não vai faltar, muito tiro, porrada e bomba, meio que literalmente.

Sinopse: Nunca foi bom ter a The Phoenix atrás de você, especialmente depois de ter planejado o golpe responsável por levar o lugar à maior crise já enfrentada. Claro que depois de um ano, esperava que tivessem me esquecido, tinha esperanças disso.
Uma pena estar enganada.

OUR WORLD COLLIDE – por Maraíza Santos
Criativa é algo que pode claramente descrever a ideia dessa história, apesar dela pegar emprestado o universo paralelo de uma outra história, não estou aqui para diminuir todo o seu esplendor. Em um universo alternativo, as pessoas recebem um relógio onde marca a data e horas exata em que você vai encontrar o amor da sua vida, ao menos teoricamente, isso é algo tão forte e implícito na sociedade daquele lugar, que ninguém ousa ir contra o relógio, com medo das consequências, que ninguém na verdade sabe direito quais são. É uma história sobre desigualdade e querer construir o próprio futuro.

Sinopse: No mundo onde as garotas esperam pacientemente pelo seu destinado depois que recebem seu prazo ao 21 anos, Lydia Blackwell está ocupada demais tentando pôr a vida em ordem. Contas para pagar, uma mãe doente e um chefe que a enche de coisas para fazer. Definitivamente esperar por um destinado não era uma opção. Os problemas sempre pareceram rodeá-la - se manter na Ala O nunca foi tão complicado, porém quando o relógio vibra ela percebe que sua vida está apenas começando.

BIKO – por Cel Rodrigues
Para quem gosta de uma história com médicos, Biko por ser uma boa escolha. Nela conhecemos a história de Olivia, que após ver perder o melhor amigo para sua namorada ciumenta (ok, chama-la de ciumenta é quase elogio, mas vamos manter a classe haha), a mesma decide sair de vez da vida do melhor amigo, principalmente quando se dá conta de que está apaixonada pelo rapaz. A história passa por uma reviravolta monstruosa, que eu sei que muitos pensaram “ah, bem feito!”, mas vamos tentar manter nossos corações puros e sentir um pouco de pena.

Sinopse: Uma oncologista recebe uma paciente nova, só não imaginava que essa pessoa fez parte de sua adolescência infernizando-lhe sempre que podia. E junto com essa nova paciente vem uma doença. Um reencontro com um antigo melhor amigo, da qual ela sempre foi apaixonada, só demorou pra perceber isso. Será que a médica conseguirá voltar o elo com o melhor amigo, mesmo tendo o abandonado? E mais, o ajudará a passar pelos péssimos momentos que entrará em sua vida a partir da consulta da paciente? E se ele tiver uma filha, como será tudo? Biko, toughen up!

EUNICE – por Laura Miranda
Essa era uma história que eu já conhecia antes mesmo de entrar para o projeto, da qual eu já era bem fã. Uma das melhores coisas nela é o fato da história se passar durante as férias (quem não gosta de férias?!), quando Eunice resolve ir visitar sua tia que mora na Grécia, tem coisa mais deliciosa do que passar as férias de boa em uma ilha na Grécia? A história ainda está só no começo, mas faço as minhas apostas que vai ser uma história de viagem de autodescoberta.

Sinopse: Visto de longe, Eunice tinha a vida perfeita. Bem humorada, bom poder aquisitivo, um namorado lindo, uma família perfeita e todo o mais que configuraram o sonho de qualquer adolescente. Porém, só quem a conhecia de verdade sabia que seu mundo caia aos pedaços. Com os pais em uma guerra civil declarada, a mãe desempregada, o pai perdendo a campanha eleitoral, problemas de auto estima e um término, ela não suportava mais o destino que lhe havia sido entregue. E tinha a droga do próprio nome que ela odiava. De longe, era o que mais a irritava.
Sempre presa nas mesmas escolhas, nas mesmas acomodações, na mesma vida, não via pontos positivos em ser ela mesma. Quando sua tia há muito desaparecida lhe apresentou um incentivo para que ela parasse de apenas reclamar - nada menos que uma viagem para a Grécia - e tentasse de uma vez colocar sua vida nos trilhos, ela viu a oportunidade que há muito esperava. E a agarrou com tudo.
Finalmente, ela podia ver novos horizontes. Novos amigos, novos sorrisos, novos problemas e todo o mais que uma ilha no norte do mediterrâneo podia proporcionar.
Mas como em tudo na vida, essas novidades aplicavam em inúmeras consequências. Mas ela esperava que fossem boas. Ela manteria a fé, certo? Ela aprenderia a se reconstruir. Ela tentaria se conhecer. E dessa vez, de verdade. Por ela mesma.

3301 – por Julia Santos
Agora quero falar sobre a história de alguém que considero pakas e que ainda trata de um tema que adoro: deep web. A história nos apresenta Melissa, uma garota que se você não odiar no começo, é porque está lendo errado, vou nem negar que destilei meu ódio sobre a Melissa nos comentários da história. Bom, Melissa, mora no Arizona, com sua mãe e irmã, dois seres que ela deixa bem claro que odeia, nossa protagonista praticamente é uma viciada em criptografia e quando a Cicaca dá as caras em um fórum com o seu intrigante desafio, Melissa vai atrás, porque afinal você só pode esperar coisas boas de uma coisa estranha que aparece em um fórum da DEEP WEB. Não garanto nada se depois que você começar a ler a história, não vai pirar um pouco, achando que tem hackers te espionando e colar fita crepe na webcam do notebook (eu não fiz isso, ok? OK!).

Sinopse: Melissa French está viciada em tecnologia. Seu vício e sua admiração por enigmas levam à descobertas de lugares dentro da internet que nem todos estão interessados em descobrir. Ela mergulha de cabeça em um oceano profundo de informação e códigos e parece ser impossível retornar à superfície. Toda a sua curiosidade leva a um mundo que ela jurou existir apenas nas ficções e nos filmes, nos pesadelos. Descobrir este mundo seria perturbador e sair dele impossível.

MYTERIOUS AND ADDICTIVE – por Priscila Santiago
Uma história que ultimamente tem me feito surtar em cada parágrafo, seja pela pobre Serena e o seu eterno papel de trouxa, ou aquele conflito interno de ódio e amor por Adam. Uma coisa é verdadeira sobre essa história: cada capítulo lido, na mesma medida, se aumenta o vício na história. Cada vez que Adam age de uma forma estranha, eu fico me corroendo por dentro para saber no que esse maldito está enfiado, depois de ler 3301 é claro que fiquei levemente paranóica e já comecei a achar que o rapaz está envolvido com coisa ilegal na deep web, mas qual é! Faz pelo menos um pouco de sentido.

Sinospe: Depois de seis meses de sumiço sem um telefonema e sinal de vida, Serena já estava perdendo as esperanças de reencontrar Adam novamente. O desaparecimento repentino do melhor amigo havia despertado seus traumas e transtornos do passado, além de lhe pesar a consciência por nunca terem cumprido a promessa de não guardarem segredos um do outro. Enquanto Serena toma coragem para confessar seus verdadeiros sentimentos, se empenha em descobrir o que Adam tanto esconde. Um homem misterioso. Talvez isso só o tornasse ainda mais atraente para ela, talvez isso só a tornasse mais dependente e mais viciada nele. Pois nada como um bom mistério não solucionado e palavras não ditas para mantê-la acordada à noite.

WINGS – por Lacrist
História de mais uma pessoa que eu tenho o prazer de chamar de amiga e que também já lia antes de entrar no projeto, mas lendo na velocidade da lesma manca, praticamente não tinha avançado na história. Wings é sobre uma garota, que sonha em participar de um programa de dança em uma escola renomada de Londres, quando por fim consegue a tão desejada entrada para participar do programa, ela acaba tendo um péssimo primeiro dia, onde logo de cara já começa criando inimizade com uma professora casca grossa e ganha atenção indesejada de um professor que parece querer ela fora daquele lugar.

Sinopse: Um concurso que dá a chance aos inscritos de estudar dança, canto e teatro numa das melhores escolas do mundo parece ser a oportunidade perfeita para Dianna Smith mostrar o seu talento, já que o concurso será transmitido mundialmente, registrando avaliações, testes e progresso dos alunos numa disputa repleta de eliminatórias.
Os que tiverem mais progresso avançarão e os três que sobrarem disputarão o prêmio do papel principal num musical da Broadway e mais uma quantia generosa de dinheiro.
Mas para Dianna chegar até a final, será preciso muito mais do que um simples talento, já que um dos seus professores não lhe dará descanso e fará de tudo para que ela seja eliminada do concurso.
Dianna precisará flutuar pelo palco e abrir suas asas para voar na direção dos seus sonhos, mesmo que o vento insista em empurrá-la para a direção contrária.


Bom, como o projeto ainda está em andamento, quase todo mundo já foi sorteado, mas ainda tem histórias para ler, resolvi dividir o post em dois. Se você se interessou por alguma história, não deixe de dar um pouco de apoio a sua autora e vamos distribuir um pouco de amor pra essa galera. 

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