sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ASSISTI NO CINEMA: O HOMEM NAS TREVAS


TÍTULO ORIGINAL: Don't Breathe
SINOPSE: Três adolescentes sempre escaparam de seus roubos, todos perfeitamente planejados. No entanto, quando realizam seu último crime, assaltando a casa de um senhor cego, o jogo muda. Encarcerados no local, eles precisam lutar por suas vidas contra um psicopata cheio de segredos e terrivelmente habilidoso.
GÊNERO: Terror, suspense
DIREÇÃO: Fede Alvarez
ELENCO: Stephen Lang, Jane Levy, Dylan Minnette
CLASSIFICAÇÃO: Não recomendado para menores de 14 anos

A primeira vista, seja pelo nome, ou pelo cartaz do filme, O homem nas trevas pode parecer um filme de terror, porém ele tem uma pegada maior no suspense. O longa nos apresenta três jovens que praticam roubos em casas de luxo, quando eles decidem cada um seguir o seu caminho, surge a tentadora oportunidade de assaltar a casa de um velho cego, onde dizem ter uma bolada em dinheiro, que o mesmo ganhou de indenização após o acidente de carro que causou a morte de sua filha. O olho cresce e decidem fazer esse último assalto antes de seguirem com suas vidas, o que ninguém esperava é que um velho cego, e detalhe, um veterano de guerra, fosse dar um baile neles. 

Eu assisti esse filme totalmente ao acaso, fui no cinema com planos de assistir Águas rasas e me deparei com a situação chata do filme ter saído de cartaz, eu acho que não ficou nem três semanas em exibição, então para não desperdiçar a viagem, já que moro no fim do mundo, decidimos assistir outro filme e deu que O homem nas trevas foi a nossa escolha. 

Então entrei na sessão sem expectativa alguma para o filme, na verdade não tinha nem muita noção sobre o que seria o filme, só sabia que o velho ia meter porrada nos novinhos. Tenho que dizer que fiquei impressionada com o resultado, teve algumas coisas que não gostei muito, mas o importante é que o filme causou uma sensação agradável de surpresa. 

Acho que um dos maiores pontos do filme é o ar sufocante de suspense que causa no expectador, é sério, o filme te deixa apreensivo, faz você se contorcer na poltrona, a respiração trava, parece que você é uma quarta pessoa em cena. O filme consegue seguir sem ser previsível, porque assistir um filme de suspense e você adivinhar a trama nos primeiros quinze minutos de tela é MUITO frustrante. 

Outra coisa que achei maneiríssimo é que o filme apresenta uma história, que se você tentar encontrar a lógica de “pessoa boa” e “pessoa ruim” da trama, você simplesmente não encontra. Você pode até começar pensando “os três são bandidos, pessoas ruins, o velho é uma vítima”, porém a partir do momento que o velho tranca os jovens dentro da casa, ele automaticamente deixa o papel de vítima e você percebe que tem caroço nesse angu, E QUE CAROÇO! O que mais eu disser a partir daqui vai ser spoiler bravo, então me limito a dizer: o buraco é bem mais em baixo (literalmente, diga-se de passagem). 

O homem nas trevas foi um agradável surpresa, pode até ter escorregado em alguns pontos, mas pode-se dizer que cumpriu muito bem o seu papel de suspense, ao menos eu estava quase enfartando na minha poltrona x_x 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

CONFISSÃO DE UMA ESCRITORA EM CRISE


Eu nunca fiz muito o estilo de escritora que planeja tudo nos mínimos detalhes, na verdade até admiro quem consegue fazer isso com suas histórias. Sempre tive o problema de tentar planejar de mais e acabar escrevendo de menos, eu tentava criar cada mínimo detalhe, porém parecia que quanto mais eu tentava planejar, mais bagunçado a coisa ficava, menos sentido tudo fazia, até que finalmente tomei a decisão de me apegar menos aos detalhes e ir quase no improviso. 

Já devo ter dito aqui uma centena de vezes, tudo o que eu faço é definir um começo, definir o final e criar algumas cenas chaves, quanto ao resto é aquilo que me vier a mente no momento que estiver escrevendo. Deu certo? Pode-se dizer que sim, afinal escrevi Aniquilação, No Man’s Land e algumas outras histórias nesse meio tempo, todas com sucesso chegaram ao seu final. 

E é agora que vem a má a notícia, isso não parece mais estar dando tão certo quanto antes. Se alguém olhar aqui, ou no Tumblr, na página de projetos tem três histórias, uma delas eu estou há meses parada, ela está parecendo a Fenix, a coisa vai indo bem, ai o negócio pega fogo, vira cinzas e renasce, não vou nem entrar em detalhes sobre quantas versões ela já teve nesses últimos meses, é até vergonhoso. 

A provisoriamente chamada de Lost Stars, se eu mostrar o doc dela à alguém, a pessoa vai olhar aquele embolado de textos e anotações e se perguntar “um dicionário vomitou em cima disso?”, porque está uma completa bagunça. Tem uma coisa acontecendo aqui, ai do nada ela pula para outra coisa, ai tem cena repetida, mas escrita de um jeito diferente, isso tudo sem contar que o personagem principal parece um tanto sem personalidade... A única que não está parecendo que quem está escrevendo é uma criança de quatro anos sendo alfabetizada é a Sem Nome (ela não tem nem nome provisório haha), mas acredito que seja por eu mal ter escrito ela ainda. 

Afinal o que eu quero dizer com tudo isso? Desabafar? Provavelmente. Na verdade eu quero sair correndo e gritando, mas estou me mantendo bem sentada na cadeira do computador e me esforçando para simplesmente parar de bagunçar tanto as coisas, implorando para o cérebro parar de ter ideias que vão me obrigar a mudar novamente algumas coisas, só me deixe chegar ao final da história e ai vemos o que dá para mudar, ok cérebro? 

Eu me vi obrigada a planejar um pouco mais a fundo a história, não o suficiente para me fazer surtar e não escrever nada, e nem o mínimo para ir deixando vários buracos na história com anotações do tipo “VOLTAR AQUI DEPOIS”, e detalhe: com um grifado bem gritante para eu ver que tem que voltar ali. Estou a procura do meio termo entre o de mais e o de menos, estou criando resumos um pouco mais detalhados da trama, conhecendo melhor o passado dos personagens e criando linhas do tempo com mais acontecimentos, porque a verdade é uma só: se eu não mudar, de três história, no fim terei mil versões de cada e nem uma delas escrita

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

BLOGDAY!


Choremos pelo BEDA estar chegando ao fim! Não sei você, mas o meu choro é de felicidade, porque não foi fácil esse mês de agosto.

Tudo começa com o fato de eu ter decidido entrar no BEDA um dia antes de começar agosto, ou seja, praticamente cai de paraquedas, sem planejamento algum, tinha apenas alguns posts pensados para o mês de agosto e nada mais. Nos últimos meses a frequência de posts no Cats é algo digno de pena, parece que foi eu montar uma planilha no Excel e uma onda de desanimo feat. falta de inspiração me assolar. 

Julho tinha 31 dias e dos 31 dias teve MISEROS 6 POSTS! É um número absurdamente baixo, principalmente se tratando de uma pessoa que tem tempo para fazer muito mais. Eu sentava em frente ao notebook e ficava um tempão com um doc do Word aberto, completamente em branco.

Vendo que cai de paraquedas no BEDA, sem o mínimo planejamento, era de se esperar que eu acabaria pulando dias e realmente pulei, segundo o meu calendário foram exatos 9 dias sem posts, inicialmente eu fiquei bem chateada, porque a ideia é postar todos os dias, até cheguei ao ponto de pensar em parar o BEDA, já tinha pulado várias dias, o que seria parar de vez? 

Agosto tem 31 dias e dos 31 dias teve INCRÍVEIS 22 POSTS! Olha a diferença extraordinária em comparação ao mês anterior, posso não ter completado o calendário inteiro, mas foram 22 dias com posts (uns mais úteis que outros, mas isso relevamos) e por essa razão eu não larguei mão do BEDA. 

E acima disso, o Cats nasceu em um BEDA, começamos agosto com um post de comemoração de 100 posts e um ano de blog, nada mais digno do que fazer parte do BEDA uma segunda vez.

Durante esse mês eu tive o prazer de conhecer um grupo maravilhoso de blogueiras (pode-se dizer que ele foi um incentivo para eu estar no BEDA), eu não falo muito por motivos de não usar o Facebook com frequência, mas sempre que posso estou dando as caras por lá. No grupo rolou muito amor, muita ajuda, muito apoio e claro: deu para conhecer muitos blogs novos.

Para encerrar esse mês maluco, quero deixar alguns posts que surgiram no decorrer de agosto:

LOUCA POR FILMES [Avesso da Coisa]
HERÓIS QUE EU DARIA [Dona Vader]
NÃO COMPRE, ADOTE! [Nambarices] 

Quem quiser entrar para o grupo, saiba que será muito bem vindo! Bom, agora vou dar uma pausa de alguns dias, recuperar a inspiração e completar o calendário de setembro, que não tem um post se quer. Nos vemos em breve!

JUSTIÇA


Posso dizer que assisto consideravelmente a televisão, apesar da existência da Netflix em minha vida (e que existência linda), eu ainda passo algum tempo pendurada na TV vendo alguns programas. Coisa que eu não fazia há muito tempo era assistir a Globo, isso até Justiça aparecer em minha vida. 

Justiça é uma minissérie da Globo, que até o momento passaram seis (pois acabei de assistir mais um) episódios e está sendo uma experiência danada de boa assistir a minissérie. É até meio difícil contar sobre o que exatamente trata, e você vai entender o porquê, acho que posso dizer que existem quatro núcleos principais, são quatro situações onde pessoas foram presas por diversos motivos e passaram sete anos na cadeia. 

Uma das coisas que me deixa mais entusiasmada nessa trama é justamente o roteiro, como falei existem quatro núcleos, quatro (na verdade mais de quatro!) histórias diferentes e cada um abordando uma ou mais pessoas, e o mais incrível nesse bem bolado é que os quatro núcleos se chocam uns com os outros o tempo todo. Fátima trabalha para Elisa, que é mãe de Isabela, que é namorada de Vicente, Maurício era contador da empresa do pai de Vicente e é marido de Beatriz... E dessa forma as histórias vão se encontrando no decorrer dos episódios. 

Eu achei simplesmente espetacular a forma como temos personagens tão distintos, que vivem realidades tão diferentes, porém o mundo de um complementa o mundo do outro e tudo se encaixa de uma forma maravilhosa, sem parecer que é forçado, ou totalmente improvável, é simplesmente natural. Como uma pessoa que também escreve histórias, está sendo um deleite assistir e aprender com essa minissérie. 

E também tenho que falar dos personagens em si, personagens maravilhosamente trabalhados. Cada dia da semana (exceto a quarta-feira) temos um episódio focado em um personagem, por isso vemos os choques de núcleos que falei. Nós vemos os personagens antes de serem presos, quem eles eram e o que os levaram a cadeia, e depois vemos os mesmos deixando a prisão. Aquela pessoa que entrou na cadeia em 2009, não é a mesma que saí em 2016, todos eles sofreram uma reviravolta em suas vidas, algo que não esperavam e tão pouco estavam preparados, aquele mundo no qual viveram em 2009 mudou, as pessoas com quem viviam mudaram, cresceram, morreram. E agora nos resta saber para onde irão.

Outra coisa a se destacar é a produção, que sem dúvida é espetacular, indo da fotografia ao roteiro já citado, contamos com um elenco mandando um show de atuação, caprichando no sotaque da região e quase nos convencendo que aquele personagens são pessoas reais.

Eu estou simplesmente amando acompanhar essa minissérie, que sem dúvida é uma das melhores coisas que vi nos últimos tempos, além do lado do entretenimento, como autora, está sendo uma experiência totalmente incrível poder tirar um pouco de inspiração e aprendizado de uma história tão bem pensada e executada. 


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